domingo, 1 de abril de 2012

Estadia em Porto Belo

Décimo-dia, 16/02/12

Amanheceu com uma chuva rápida, que por volta das 10h00 deu lugar a um belo dia de sol.
Faxina, faxina e mais faxina. Aproveitamos que os passageiros se ausentaram para um longo passeio na região, e lavamos e aspiramos de proa a popa, visto que o barco não levava um bom banho de água doce e shampoo, desde Angra.

Com os tanques cheios de água e com suprimento garantido, a maquina de lavar passou o dia trabalhando, para colocar tudo em ordem, antes de mais uma semana de viagem.
Visto que as geladeiras esvaziaram, saimos para fazer compras, colocando de volta tudo o que havia acabado, ou seja, quase tudo!

Como durante o dia, almoçaram fora, de noite preparamos uma foccacia tradicional, com um torteloni italiano recheado de mozzarela de bufala ao molho pesto, e uma torta de maçã quente, com sorvete para sobremesa.

11 Decimo-primeiro dia (17/02)
O dia começou como os anteriores, uma pancada rápida de chuva e, depois sol de rachar!

Passaram o dia no V&R, fundeados na Caixa D’aço, uma enseada próxima e muito movimentada.
O almoço foi a bordo: duas garoupas frescas, assadas com tomilho, farofa de abacaxi e arroz. A sobremesa foi torta de queijo com goiabada quente e cremosa.

sábado, 31 de março de 2012

Décimo-dia, 16/02/12

Amanheceu com uma chuva rápida, que por volta das 10h00 deu lugar a um belo dia de sol.

Faxina, faxina e mais faxina. Aproveitamos que os passageiros se ausentaram para um longo passeio na região, e lavamos e aspiramos de proa a popa, visto que o barco não levava um bom banho de água doce e shampoo, desde Angra.

Com os tanques cheios de água e com suprimento garantido, a maquina de lavar passou o dia trabalhando, para colocar tudo em ordem, antes de mais uma semana de viagem.

Visto que as geladeiras esvaziaram, saimos para fazer compras, colocando de volta tudo o que havia acabado, ou seja, quase tudo!

Como durante o dia, almoçaram fora, de noite preparamos uma foccacia tradicional, com um torteloni italiano recheado de mozzarela de bufala ao molho pesto, e uma torta de maçã quente, com sorvete para sobremesa.

terça-feira, 27 de março de 2012

Nono-dia: Ao Largo de Camboriu

Mais uma vez, o sol nos achou deixando a barra do porto. Eram sete horas, do horario de verão, quando suspendemos nossa âncora. Com a maré vazando, fizemos o trecho até a barra, em boa velocidade, na casa dos 10 nós, porém o mar e o vento por lá eram contrarios e a saida não foi das mais confortáveis.

As 08h00 já haviamos mudado nosso rumo para a Porto Belo, e alcançado águas mais tranquilas, onde passamos a receber o vento pela alheta de bombordo, ajudando no deslocamento rumo ao Sul.
Como no dia anterior, alguns dos passageiros procuraram um lugar nos sofás, e foram controlando seu mareio, como puderam. Realmente, balançavamos bem mais do que no dia anterior... lamentável.

Cruzamos com uma duzia de barcos de pesca, arrastando ao Norte de Itajai, mas nada que se compare ao ano anterior, quando cruzamos e desviamos de pelo menos vinte e cinco barcos de grande porte, todos arrastando, seja em parelha, seja em solitario.

Ao meio-dia, mudamos nosso rumo para passar mais próximos de Camboriu, e sua enorme fachada de predios, logo depois voltamos com nosso rumo para Porto Belo, pois o balanço era grande, e a vontade de chegar, principalmente a de alguns dos passageiros, enorme!
Era perto das 14h30 quando nos aproximamos, e começamos a adiantar a manobra, primeiro reduzindo os motores, e depois colocando cabos e defensas em posição, já dentro da enseada liberamos nosso bote, o V&R. Aproximamo-nos, contra o vento e contra o odor de peixe que vinha da Pioneira, uma enorme empresa de beneficiamento de pescado ao lado do ICPB. Giramos de popa para o vento, e encostamos ao cais.

Após algum tempo, e já com o barco bem amarrado e protegido da madeira do trapiche, e já ligados a linha de abastecimento de água doce, servimos de almoço tardia um pernil de cordeiro uruguaio, preparado ao forno com abacaxi, arroz e farofa, acompanhados de molho demi-glace. A sobremesa foi uma salada de frutas, dos remanescentes salvos da viagem, desde o Paraná.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Oitavo-dia, 14/02/12

Era dia de travessia. Suspendemos assim que clareou, e seguimos rumo a barra. Na nossa proa, seguia um navio de nome Yokohama, e mais nenhum. Acelerei um pouco, para não estar no canal, quando o pratico trocasse de navio, entrando com outro qualquer, como normalmente acontece.
As 07h50 passamos pelo frustrado fundeadouro do dia anterior, na Ilha do Mel, e seguimos sob um céu ainda bastante carregado. De Sudoeste vinha um ventinho chato, resultando num mar picado, desagradável. Lá fora, um enorme navio ro-ro, chamado Tasco, vinha se aproximando do canal, aguardando o pratico que iria desembarcar do navio japones, como previamos.

As 08h11 deixamos o canal, escapando entre o segundo e o terceiro par de bóias, e rumando para São Francisco do Sul, visto que o Tasco vinha a toda velocidade pelo canal. Lá fora não havia nem vento e nem mar, apenas uma garoa intermitente, que não chegou a atrapalhar.

Às dez horas, passamos pelas Ilhas Itacolomis e próximo do meio-dia, chegamos às imediações da barra do porto de São Chico, como é chamado na região. Pelo AIS identificamos mais um navio, o Cap Gilbert, estava manobrando para atracar no terminal de conteiners, que ainda não estava pronto, em nossa visita de 2011.

Percebemos alguns espinhéis em nossa proa, mas só nos demos conta que eram redes de superficie, boiadas,  quando faltam apenas alguns poucos metros para acerta-las. Demos um cavalo-de-pau e escapamos pelo Norte, voltando em nosso proprio rumo, até que apareceu uma brecha naquela verdadeira armadilha. Redes de superficie são coisa rara na região entre o Rio e Angra, mas em outros pontos de nosso litoral, não!
O fato é que possuimos facas protetoras nos estabilizadores, e corta-cabos nos dois eixos, mas não há necessidade de destruir o que é modo de sobrevivencia de outros à toa, estas proteções devem ser utilizadas quando isto acontece à noite, ou sob mal tempo.
Eram 13h45 quando fundeamos em frente à Delegacia dos Portos de São Francisco do Sul, numa tarde nublada e algo chuvosa.

Mais tarde, tentamos desembarcar os passageiros para um passeio, mas o cais onde estava escrito um grande “Bem Vindo a São Francisco do Sul”, estava fechado, e tivemos de desembarcar nossos turistas em outro local, pois aparentemente a prioridade são os navios de cruzeiro, e “o resto” que se vire!
O jantarado foi salada Caprese, arroz de polvo (nossa especialidade) com olivas tagiasche e petit-gateau com sorvete.

O fundeadouro permanceu quieto a noite toda, apesar da batucada pré-carnavalesca que veio de terra, até altas horas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sétimo-dia, 13 de Fevereiro de 2012

No inicio da manhã, desta segunda-feira, nosso bote saiu mais cedo, para levar um dos passageiros em busca de um emergencial dentista, enquanto os outros iam levantando para tomar café. Às dez horas, com todos já a bordo, suspendemos sob um céu muito carregado, rumo a Ilha do Mel.
Choveu forte durante o percurso e um vento de Sudoeste já anunciava que não era uma boa ideia, fundear próximo a Ilha do Mel, onde hevia programação de passeios em terra. Ao chegar a pequena enseada, as rajadas vinham de sudoeste, porém a corrente de maré não nos permitia afilar no vento. Passamos mais de meia-hora em tentativas frustradas, para nos convencer que a soma daquele vento, com uma maré de vazante muto forte, não era uma boa mistura naquele local, e batemos em retirada.

Subimos o canal, em busca de abrigo; fundeando proximo da Marina da Ponta do Poço. Choveu bastante, e o almoço foi em clima de comer e dormir:  salada verde mista de entrada, medalhões de mignon suino caramelizados no run puch, e ainda polenta ao perfume da salvia. De sobremesa, e pra matar: Tiramissú.

Choveu o dia todo, porém como estavamos ao abrigo do vento e sem o estresse da correnteza, ficou tudo bem.

O jantar precisou ser mais leve, e ficamos com Pizza Margherita, de frigideira.

Com 35 metros de amarra em apenas sete de profundidade, passamos uma noite bastante tranquila.

terça-feira, 20 de março de 2012

Sexto-dia, 12 de Fevereiro de 2012.

Devido ao agito natural de Guaraqueçaba, não registramos nem um pio de corujá vindo da cidade, e, como diria um velho pirata: “A noite foi mais tranquila que o limbo!”

Próximo ao meio-dia, suspendemos rumo a Ponta da Ilha das Peças, onde o Ciro e a Ina já nos aguardavam. Passamos uma boa parte da tarde, entre camarões, peixes e carne de siri, além da simpatia dos proprietarios, porém diferente do ano anterior, quando chegamos no meio da semana, desta vez o local estava repleto! A nota ficou por conta das caipirinhas que são servidas em vidros, daqueles de palmito, com capacidade para meio litro!
Entre os clientes, havia muita gente curiosa para saber algo sobre nosso barco, visto que embarcações de maior porte são raramente vistas na região.

Marcamos com o Ciro, para que guiasse nosso bote até o local onde acontece a famosa revoada dos papagaios, mas chegando ao destino, havia apenas três urubus isolados, onde deveria haver centenas de maritacas.  Acabaram chegando de volta, bem tarde e partimos assim que todos embarcaram.
Largamos a âncora proximos da Ilha das Cobras, em fundo de lama. Eram 20h45, e logo atravessamos o barco no vento, devido a forte corrente de maré. Mais tarde, próximo da meia-noite, fomos atingidos por uma serie de violentas marolas, provavelmente originadas pela passagem de um par de rebocadores, causando um baita desconforto à bordo.

O jantar deste domingo foi um risoto arborio de cogumelos shimeji e salmon, no caldo de cordeiro e queijo de cabra.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Quinto-dia de viagem, 11 de fevereiro de 2012

Amanheceu fechado, mas sem chuva ou vento.

Saimos para dois lados, o V&R foi fazer um pequeno tour em frente ao centro de Paranguá, com seus casarões e o cais do antigo porto, e depois seguiu para outro porto antigo, o de Antonina, onde ruinas e velhos armazens da Cia Matarazzo enfeitam a orla.

Ao mesmo tempo, suspendemos, e rumamos para um fundeadouro a Oeste da Ilha das Cobras, onde fica a Casa de Praia Oficial do Governador do Paraná, a fim de aguardá-los.

Mais tarde, quando retornaram, servimos um tira-gosto de lingüiça de pernil acebolada, e suspendemos para Guaraqueçaba, no Norte da baia, em area não hidrografada, pelo menos não nos últimos quarenta anos! É impressionante a lamina de água que se mantem intacta, sem uso ou serventia, não que prefira ver tudo iluminado por predios, mas sim com cercos de criação e engorda de peixes, e atividade econômica sustentável para a população costeira.

Como no ano anterior já haviamos realizado esta navegação, com o auxilio do Ciro, dono do Restaurante Ina II da Ilha das Peças, eu já tinha todos os pontos de passagem (waypoints) no meu plotador, e foi bastante tranquilo, sem registrar menos do que quatro metros de profundidade, abaixo de nossa quilha.

As 17h30 largamos a âncora em um fundo de lama, de oito metros de profundidade, passando uma noite bem tranquila. A cidade estava bastante quieta, apesar de estarmos próximos do Carnaval, e ser um sábado à noite.

O almoço tardio servido constou de uma salada colorida de entrada, escondidinho de camarão sob moranga e arroz. Neste prato, demos preferência a cortar a abobora em pedaços, descascando e assando a polpa, e depois fazendo o purê utilizado no escondidinho. Desta forma, aproveitamos 100% da massa, e não os 60% de quando preparavamos o prato diretamente nela, devido a dificuldade das pessoas se servirem. Concordo que fica mais bonito, mas não é tão prático.