terça-feira, 2 de julho de 2013

Catu: Quarta-feira, 06 de fevereiro de 2013.


Catu: Paraiso Bahiano!

Catu, além de bonita é bastante tranquila e nosso pernoite foi muito bom, sem marolas, sem vizinhos barulhentos e mais nada.

Logo cedo, as 08h10 suspendemos e retornamos canal acima, passando pela Ponte do Funil novamente e fundeando próximo das 09h00 junto a Fonte do Tororó.

Com um dia esplêndido para aproveitar, nossos convidados foram para a praia, de bote e SUP, rodando em volta do barco por toda a manhã.

O almoço foi servido antes de seguirmos no passeio, com direito a salada de repolho roxo com passas, laranja e queijo de cabra, seguida de um pernil do cordeiro assado, com legumes ao vapor. Finalizamos com iogurte grego, com nozes e mel – um almoço da era bíblica!

As 16h30 retornamos ao fundeadouro do Iate Clube de Itaparica, onde pernoitamos mais uma vez.

O jantar foi sanduíche no prato, leve e prático.

Avarias: uma pane em vários equipamentos, nos fez perceber que uma de nossas baterias do banco de 24 VDC havia colado placa, e precisaria ser substituída, com urgência.

 

Terça, 05 de Fevereiro de 2013


Pra lá do Caixa-Pregos!

Apesar do vento constante, durante a noite a calma foi se instalando, e pela manhã nossa manobra foi bem tranqüila. Eram 08h35 quando suspendemos a amarra, e seguimos 15 milhas em direção ao Sul, pela parte de dentro da Ilha de Sta. Cruz, conhecida por Canal de Itaparica.

Durante o percurso, entrei em contato com um amigo, o Hélio Magalhães, autor dos Guias Náutica da Bahia, que normalmente utilizamos em nossas viagens, e ele me confirmou que haveria bastante espaço sob o vão central da Ponte do Funil, num local conhecido por Pantanal Bahiano, e onde pretendia passar com o barco.

Assim que passamos o Tororó, reduzi máquinas, paramos e largamos o bote Verde&Rosa que iria fotografar nossa aventurosa passagem sob a ponte. Depois que ele já estava posicionado, demos maquina e bem devagar passamos pela ponte. Por brincadeira, e para quebrar a tensão das pessoas, dei um toque rápido no apito, que confesso assustou muita gente, mas fez parte da emoção da passagem, que nem é tão estreita quanto imaginava, e bem poderia ter feito este passeio, das outras vezes que ali perto estivemos.

As 10h32 largamos a âncora em frente a um vilarejo, chamado Catu. Um pedaço de paraíso na terra da Bahia! Uma franja de areias brancas, cercada no lado de terra por uma parede de coqueiros e mangueiras centenárias, além de outras árvores frondosas. Do lado do mar, água calma e transparente, pois em contraste ao Rio Paraguaçu, ali estávamos a poucos metros da entrada da Barra Sul, próxima a Cacha-Prego.

A brisa de Nordeste soprava acima dos 20 nós, portanto largamos 25 metros de amarra, apesar dos quatro de profundidade. Nosso log registrava 892 milhas, desde Angra.

Pouco antes do meio-dia, conseguimos organizar um passeio a Jaguaripe, uma cidade do tempo do império, onde as caravelas portugueses carregavam dendê, piaçava e  côco nos idos de 1613. O barco grande ficou em Catu, e foram todos de bote, sob calor intenso, o que encurtou o passeio guiado pelo Sr. Brandão, um prático local.

Seguindo mais uma indicação do Helinho, foram almoçar no Restaurante de Dna. Almerinda, onde ela serve uma das melhores moquecas da Bahia, a conhecida Moqueca de Siri Bóia, entre outras delicias.

Avaria: tentei trazer o técnico “Peruano” para checar nosso gerador, mas apesar de combinar o local e horário, o estou aguardando até hoje...

Segunda, 04 de Fevereiro de 2013


Nas proximidades de Maragojipe 

A noite foi bastante tranquila, ainda mais pela distância que estávamos de qualquer marola de oceano, nos confins do Rio Paraguaçu!

Pela manhã, consegui organizar um passeio de bote até o município de Cachoeira, com o prático “Bin”, algumas milhas rio acima, por entre bancos e baixios do Canal do Espadarte.

A cidade, considerada o segundo acervo arquitetônico barroco do estado da Bahia, foi berço de grandes figuras da historia de nossa independência (?), como Maria Quitéria e Ana Nery, a padroeira das enfermeiras do Brasil. Lamentavelmente, a cidade esta bem maltratada e sem o brilho que esperavam conhecer. A zona portuária, se é que pode assim ser chamada, esta totalmente abandonada, e o desembarque dos nossos passageiros, foi problemático e talvez um pouco arriscado.

Devido a restrição imposta pela maré, estavam todos de volta à bordo as 12h30.

Servimos alguns aperitivos, e as 14h20 suspendemos nossa âncora, seguindo para a Ilha de Itaparica. Descendo o rio, a favor da maré e contra o vento de Nordeste, As 15h00 passamos pelo través da Ponta do Alambique, e as 16h40 largamos o ferro próximos ao Iate Clube de Itaparica, a sotavento de vários veleiros estrangeiros, que se reuniam ali para o Carnaval, já bem próximo.

O almoço foi um Guacamole (sem coentro) e uma pasta ao molho de camarão. De noite, o lanche foi apenas um chá com torradas, pois o cardápio dos últimos dias, já estava trazendo danos às dietas dos passageiros.

Avaria: perdemos o gerador de boreste, e pelo cheiro de fio queimado, não dava grandes esperanças de recuperação, e isto quando a viagem mal havia iniciado.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Paraguaçu: Domingo, 03 de Fevereiro de 2013


Amanheceu com o céu praticamente limpo, e uma brisa de Nordeste, como é normal para a região.

Com o barco servindo de base, algumas pessoas saíram para passeio com o barco de apoio, enquanto outras se divertiam com o SUP (stand-up padle), uma novidade embarcada, por ocasião de nossa passagem pelo Rio.

De almoço, servimos uma salada de alface crespa, com alguns legumes e queijo de cabra. O almoço foi Escalope de filet mignon, acompanhado de purê de mandioquinha, arroz e vagem ao alho. Sobremesa de torta-gelada.

As 15h15 suspendemos para nosso próximo destino, nas proximidades de Maragojipe. Seguimos pelo Norte da Ilha do Bom Jesus, e de olho no canal, contornamos o sinuoso canal, entre a Coroa Grande e a Ilha de S. Antonio. Depois, rumamos em área não cartografada, para as 16h35 passar pelo través da Ponta do Alambique, onde começa o Rio Paraguaçu. Desviamos das dragas em operação em frente à Vila de São Roque, onde há um estaleiro e muitas plataformas de petróleo em construção.

O Rio Paraguaçu possui uma profundidade surpreendente, e nossa sonda registrou mais do que 40 metros em alguns trechos. Vez por outra, cruzamos com canoas a vela, e mesmo algumas de maior porte, ainda utilizadas para transporte de pessoas e material. As 17h45 fundeamos com 40 metros de amarra, em frente a Igreja de São Francisco do Iguape, ou Paraguaçu, uma ruína fantástica, digna de filme de Indiana Jones.

O fundo é de lama escura, de boa pega, mas a corrente de vazante é bastante forte, e sempre largo corrente “de sobra” naquela região.

A janta foi Pizza de Frigideira, prato simples, leve e de grande sucesso no cardápio.

Bahia: Sábado, 02 de Fevereiro de 2013


Faltava uma semana para o Carnaval, e já estávamos no ritmo da Bahia!

Largamos de nossa vaga, a fim de liberar para outro barco que estava chegando, e as 10h32 fundeamos nas proximidades da Bahia Marina, em um fundo de seis metros de profundidade e com 25 metros de amarra, onde aguardamos a chegada dos últimos convidados, que foram embarcados com o uso do Verde&Rosa.

As 13h30 suspendemos e rumamos para sotavento da Ilha do Frade, nas proximidades do Terminal de Madre de Deus, onde fundeamos com 30 metros de amarra, as 15h20, após uma curta travessia através do canal dragado para os navios petroleiros.

O almoço tardio, foi servido ao final da tarde, e constou de uma entrada com salada verde, palmito, gorgonzola e passas, seguida de um de nossos pratos mais tradicionais, o Arroz de Polvo com olive taggiasche, uma azeitona típica da Ligúria, que permite um perfume e uma cremosidade especiais ao prato.

Pernoitamos no local, que é bastante tranquilo, com a Lua minguante de moldura.

Bahia Marina: Sexta-feira, 01 de Fevereiro de 2013


O dia raiou da melhor maneira possível, com sol e quase sem nuvens. O barco estava brilhando, assim como nosso bote de apoio, amarrado a contrabordo.

Parte dos convidados chegou com o proprietário, e o dia foi de boas-vindas e organização das próximas etapas do passeio, além de algumas compras de última hora.

Servimos de entrada, figos ao mel trufado, rúcula e presunto Parma; de prato principal um magret de pato, acompanhado de aspargos ao vapor e shitake ao sake. De sobremesa, uma torta gelada de nozes. Demos preferência a servir figos e shitake, logo no primeiro dia, pois são ingredientes que estragam ou amadurecem muito rapidamente.

Como sempre, algo importante pifa na pior hora. Um dos HD’s de nosso sistema principal de arquivo de filmes apresentou avaria, e quase instantaneamente o fabricante me enviou um email dos USA, avisando do problema em nosso equipamento e indicando a necessária substituição do HD. Infelizmente, como não há representantes deles no Brasil, este problema acabou demorando meses para ser solucionado.

Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Foram dois dias de intensa limpeza, e preparação para a chegada dos primeiros convidados, que viriam nos próximos dias. Com o barco parado, enquanto um trabalhava na parte externa, limpando e polindo, outros trabalhavam e preparavam as cabines, as salas, cozinha, a despensa e tudo o que seria exigido nos próximos dias de "casa cheia".

Para nos locomover em Salvador, utilizo os serviços de um taxista em especial. Ele foi indicado por um colega, o Assis, que comandou o Iate Arpoadora e aqui esteve varias vezes. O motorista Átila é daquelas pessoas a quem você apresenta um problema, e ele acaba resolvendo: precisa de uma peça que vai dentro de uma máquina? Ele encontra. Precisa de um reparo de marcenaria, laminação, costura, quem sabe um barbeiro? Ele te leva e apresenta. Com ele, desta vez, consegui alguns fusíveis, fiz as compras no Perini, e mais uma vez não consegui ir comer lambreta, num restaurante do centro, que o Átila vive me indicando, uma pena.

Problemas que enfrentamos? Atracados, ocorre uma interferência que atrapalha os sinais de SKY em nossa antena. É fato que as antenas rastreadoras de 60 cm de diâmetro, como a nossa, começam a perder sinal assim que passamos dos Abrolhos, mas isto pode ser compensado, girando a LNB por alguns graus. Porém, atracados à Bahia Marina o sinal se perde, se mistura, canais desaparecem - um desastre, que só para, assim que desatracamos, portanto não se desespere!

Outro problema, é que a energia na Marina não é forte o bastante para nos atender, e temos de virar o gerador o tempo todo. Tentamos nos conectar a duas tomadas, o que funcionou apenas durante a noite, com dois compressores de ar condicionado acionados. Precisamos cair na real, que atender com simpatia apenas, não basta! Já foi o tempo.